Pó, calor, um mar de gente e filas intermináveis para estacionar. É o anúncio que ninguém faz aos festivais de verão, mas no círculo ártico, há um festival que é o oposto de tudo isto.

Há 9000 anos, houve um conjunto de gente brava que se fez ao mar, deste a costa do que hoje conhecemos como Noruega, para chegar a um conjunto de ilhas – cerca de mil – que hoje são conhecidas por Traena (e que também fazem parte da Noruega). Essas bravas pessoas são responsáveis por um dos mais interessantes festivais de verão da atualidade.

 
 
 
 

Passamos a explicar, pintando o cenário que pode vir a ser a sua realidade no ano que vem: estamos no princípio de julho e acabou de sair do ferry com o seu Crossland X para o asfalto da única estrada da municipalidade. O veículo está ocupado por si e mais 4 amigos que embarcaram nesta aventura musical que levou muitos a questionar a vossa sanidade mental. Os cinco aventureiros representam agora mais de 1% do total de ocupantes da municipalidade. 1% de todas as pessoas de Traena cabem num SUV. Se isso não é indicação de espaço interior, não sabemos o que possa ser.

Uma aventura musical no ártico

Bem, hipérboles de parte, o que é certo é que não vai encontrar um trânsito intenso por estas bandas, e mesmo a assistência ao estacionamento vai ter poucos desafios. Esta é uma terra em que os barcos ultrapassam os carros em número, ou não fosse esta uma terra de pescadores, uma das mais importantes a nível internacional.

 
 

 
 

Aliás, a pesca é a razão pela qual Traena é fornecedora de música “fresca” - e sim, o trocadilho foi intencional. Quase todo o peixe que é capturado pela indústria pesqueira de Traena é exportado e existe uma afluência natural de investidores e compradores estrangeiros a estas paragens. Ou seja, este conjunto de ilhas isoladas é, há centenas de anos, um pólo multicultural, daí que o passo lógico seja organizar um festival de música com vários estilos e influências, com músicos e melómanos de todo o mundo a afluir a estas paragens de beleza natural que nos corta a respiração (o que representa um grave problema para os cantores).

Por ser um festival com traços tão peculiares e com um ambiente tão invulgar, o festival de Traena tem uma forte consciência ecológica e por isso mesmo ganha ponto aos aparecer por lá ao volante de um crossover equipado com um motor Ecotec, que ajuda a reduzir o consumo de combustível e as emissões.

Num festival ecológico ao volante de um automóvel com motor Ecotec

Palcos comuns no festival de música de Traena incluem uma caverna com 45 metros de profundidade, uma igreja com os vidros tapados para não deixar entrar o sol da meia-noite e tendas. A música varia desde o rock ao jazz, sem esquecer a incontornável world music, sendo possível ouvir uma banda de músicos africanos, ao ar livre, em pleno círculo polar ártico.

Nada que se pareça com aquilo que acontece na Zambujeira do Mar ou no Passeio Marítimo de Algés, portanto, e razão de sobra para, para o ano que vem, fazer como todos fazem e ir a um festival de verão. Mas voltar de lá com uma história que mais ninguém tem para contar.

 

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